Setor Siderúrgico Sustenta Crescimento da Economia Brasileira

  • Juliana Deotti Carvalho
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De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil deve encerrar o ano com crescimento de 4,9%. O dado foi revisto devido ao melhor desempenho da economia brasileira no primeiro trimestre de 2021. A expectativa de março era de expansão de 3%, no entanto, os impactos da segunda onda da pandemia sobre a atividade produtiva foram menores do que o esperado. 

Nesse cenário, a expectativa é que o PIB industrial aumente 6,9%, sendo que a indústria de transformação deve ficar 8,9% maior em relação ao ano passado. No primeiro trimestre, o crescimento foi de 1,2%, impulsionado pelos investimentos e também pelas exportações. 

Dos 10 setores que já retomaram ou até se superaram, exibindo níveis de atividade nos mesmos patamares de antes da chegada da pandemia, quatro são atendidos pela Promaflex. O setor de plásticos, por exemplo, revelou um crescimento de 7,9%. Já o de embalagens teve aumento de 4,8% em comparação a 2020.

Entre os segmentos com desempenho acima do período pré-crise sanitária está o siderúrgico – com boa parte da demanda vinda da construção civil, cujo crescimento previsto é de 4%. Ainda na área da siderurgia, a previsão para produção de aço bruto é de 14%, o que daria 35,8 milhões de toneladas do material. Se confirmado, segundo o Instituto Aço Brasil, o volume será quase 10% superior ao de antes da pandemia, com um total de 18 milhões de toneladas.

Para a entidade, o consumo de aço e o desenvolvimento econômico andam juntos, por isso até mesmo o PIB está em revisão, com a expectativa de alta de 5% na economia ainda em 2021.

Alguns setores, no entanto, como o de eletroeletrônicos, tem recuperação mais lenta devido à escassez de componentes utilizados na fabricação. Em junho, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), 46% das empresas relataram dificuldades em obter componentes eletrônicos vindos da Ásia. Ainda assim, de janeiro a maio o setor conseguiu melhorar em 1,8% seu índice de produção se comparado ao mesmo período de 2019.

Consumo consciente

O crescimento destes setores, mesmo perante um cenário adverso, confirma que a adoção de soluções inovadoras serão decisivas também para as empresas se manterem em um mundo pós-pandemia. Até porque o período de crise mudou a relação das pessoas com o consumo, que já vinha num processo de transformação. 

A crise sanitária, no entanto, ampliou as preocupações dos consumidores em relação às marcas adotadas. Aquelas com propósitos que espelham seus valores e crenças ganham atenção, principalmente em relação a questões sociais e ambientais. 

No último ano diversas pesquisas têm revelado essa mudança no perfil dos compradores. Um estudo da PwC Brasil em março de 2021, por exemplo, mostrou que 70% dos consumidores pesquisados ​​viram a confiança como o fator mais importante na hora de adquirir um produto de determinada empresa. Na verdade, a confiança, no momento da escolha, tem o mesmo peso de outros quesitos como qualidade, valor e conveniência. 

Sustentabilidade muito além do lucro 

À medida que o mercado começa a ganhar força e o meio corporativo passa da crise sanitária ao crescimento, novos níveis de liderança e também inovação são necessários para atender às demandas que surgem em diversos segmentos da indústria brasileira. A discussão vem permeando o meio corporativo há anos, mas mudanças significativas acabaram sendo aceleradas pela pandemia, sobretudo pelas transformações no consumo.  

Logo, a sustentabilidade empresarial deixa de ser apenas uma tendência, mas condição para se produzir. Para tanto, é necessário que as corporações adotem processos a fim de contribuir positivamente com todos os elos da sociedade. Trata-se de uma mudança na cultura da companhia, mas para isso é preciso que a gestão reforce isso em todas as ações propostas.

Mais do que abertos às transformações, o público passará cada vez mais a exigi-las. E não é só os clientes que estão olhando atentamente para fatores ambientais, sociais e de governança corporativa. Eles se tornaram decisivos também para investidores que, antes de qualquer decisão, têm olhado atentamente para esses critérios.  

Autor: Juliana Deotti Carvalho

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