Os Desafios da Indústria Plástica em Uma Nova Economia

  • Juliana Deotti Carvalho
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Presente em quase todos os setores da economia, atualmente o plástico tem papel importante na preservação do meio ambiente. Ao contrário do que muitos imaginam, ele impede a contaminação dos solos, evita erosões, além de servir para canalizar esgotos, preservar a água e tornar os carros menos poluentes. Estes são alguns dos importantes benefícios do material para a conservação dos recursos naturais do planeta. 

Se comparado a vidros e metais, por exemplo, apresenta ainda outras vantagens, como leveza, permitindo o transporte de carga com menos consumo de combustível e, portanto, menos impacto ambiental. Sem contar que os processos que produzem os plásticos exigem relativamente pouca energia e são menos poluentes do que para a fabricação de metais, vidros, cerâmicas e papel. 

Vale lembrar ainda que a indústria do plástico gera milhões de empregos no Brasil, além de se destacar quando o assunto é minimização dos possíveis danos ambientais causados pelo descarte inadequado. Isso porque a maioria dos plásticos é reciclável e seu reaproveitamento representa, além de uma atividade ecologicamente correta, uma importante fonte de renda para milhares de pessoas que atuam em cooperativas de catadores e recicladores.

De acordo com levantamento realizado pela Associação Brasileira do Plástico (ABIPLAST), o índice de reciclagem pós-consumo no país foi de 24% em 2019, cerca de 2% a mais que no ano anterior. A maioria deste plástico reaproveitado teve origem no pós-consumo doméstico (52,5%) e chegou aos recicladores por intermédio das próprias indústrias do setor. Os números mostram avanços no segmento e provam que o Brasil está alinhado às tendências globais sobre reciclagem e economia circular, embora o país ainda tenha longo caminho a percorrer.

Equilibrando as soluções 

As inovações são responsáveis por orientar o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva do plástico e têm o poder de torná-lo a principal matéria-prima para suprir o atual mercado de alta tecnologia, formado por consumidores exigentes e preocupados em tornar a sustentabilidade uma realidade. Este comportamento tem levado à busca por soluções de vanguarda.  

Neste contexto, uma das tendências globais sobre plástico pode ser vista no bom desempenho da indústria de embalagens flexíveis no primeiro semestre de 2020. O setor já vinha implementando novos produtos para vencer os desafios e conseguir atender a um novo perfil de consumidor, ratificado pela crise sanitária mundial.

Muitas companhias se viram impactadas pela necessidade de apresentar respostas rápidas para os problemas, sobretudo para melhorar a rotina das pessoas em espaços públicos e também em suas próprias casas. Foi o momento crucial para equilibrar higiene, conforto, segurança alimentar e sustentabilidade.

O plástico e seu potencial de inovação

Acostumada a ditar tendências, a Promaflex foi uma destas empresas. Acelerou, por exemplo, sua produção de filmes adesivos antimicrobianos para superfícies sujeitas a toque compartilhado. Produzida com o uso da nanotecnologia, a linha passou por testes de qualidade, pois recebeu princípio ativo de prata, aprovado pela Anvisa e FDA (USA). 

Criações como esta reforçam o potencial de inovação do setor de plásticos que, desde sua origem, é inovador, pois sempre ofereceu soluções voltadas à saúde, assim como ao mercado automotivo, da construção civil, à indústria de eletroeletrônicos e também de embalagens. Inclusive, no que diz respeito a embalagens, o crescimento foi substancial. Desde os rótulos que garantem precisão nas informações dos produtos acondicionados à embalagem propriamente dita. A exemplo das térmicas, que atendem não só à indústria alimentícia, mas também farmacêutica. 

Todos os setores citados fazem parte do portfólio da Promaflex. Por isso, a empresa acredita que a inovação vai muito além do desenvolvimento de novos produtos e de novas aplicações. Ela está presente também nas tecnologias utilizadas em seu parque fabril, na gestão dos processos e equipes, na avaliação constante dos produtos e, principalmente, no atendimento a clientes e fornecedores.

Autor: Juliana Deotti Carvalho

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