Inovação Promove Crescimento Sustentável

  • Matheus Eufrasio
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Há pouco mais de um ano, empresas de diversos setores se viram obrigadas a interromper a rotina de suas operações para atender a urgências decorrentes da pandemia. Em meio ao caos mundial, surgiu no  Brasil uma nova palavra, a “disrupção”. Mais do que um neologismo proferido pelos entusiastas da inovação, ela se tornou um conceito e trouxe à tona transformações significativas. Em muitos casos, acelerou o desenvolvimento e implantação de projetos embrionários em grandes corporações.   

Mudanças antes inimagináveis ocorreram em um período recorde, seja nas relações interpessoais, seja no ambiente corporativo. Um estudo mundial da agência FleishmanHillard, inclusive, realizado com mais de oito mil pessoas, apontou que 80% acreditam que o coronavírus transformará a “forma como enxergam o meio em que vivem”. Para 62%, os produtos considerados importantes num determinado momento, mudaram com o avanço da pandemia. Fato é que o mundo não é mais o mesmo, e as companhias que estiverem preparadas para atender a reais necessidades, certamente estarão na vanguarda. 

Na corrida para transformar os planos em realidade, há quem já tenha “largado” na frente, enquanto outros se esforçam para recuperar o tempo perdido. De um modo geral, o setor financeiro e de telecomunicações despontaram como os mais inovadores, principalmente do ponto de vista digital. Assim como estes, o varejo também se destaca com novas tecnologias, enquanto a área industrial segue mais tímida em relação ao número de lançamentos, mas não menos inovadora.

As soluções serão decisivas também para as empresas se manterem em um mundo pós-pandemia, visto que o comportamento do consumidor, testado no período de crise, continua em constante transformação. Muitos setores prosperaram em plena crise, outros devem crescer ainda mais a partir das novas exigências. 


Sem Transformação Digital Não Há Inovação

À medida que o mercado começa a ganhar força e o meio corporativo passa da crise sanitária ao crescimento, novos níveis de liderança e inovação são necessários para gerar oportunidades. Estas são algumas das condições para chegar a uma entrega de valor. Porém, as formas de se conquistar também são diferentes. 

Em uma pesquisa realizada pela consultoria McKinsey, 90% dos executivos disseram que esperam que a pandemia mude a maneira como as empresas fazem negócios nos próximos cinco anos. Poucos, entretanto, sentem-se preparados para enfrentar tais desafios. Entre os temas que vão direcionar a competitividade das transações comerciais estão transformação digital, gestão de um ecossistema de inovação e indústria 4.0. 

Pela transformação digital passará todos os segmentos do mercado, sem exceção. No caso da indústria 4.0, dia a dia o que se vê é a incorporação de inteligência artificial, machine learning, data science e realidade aumentada em vários setores, como construção civil, indústria automobilística, educação, agronegócio, e muitos outros.  

Já a gestão do ecossistema de inovação depende não só das ações internas da empresa como também externas. É necessário que as organizações estabeleçam parcerias estratégicas com startups, universidades, centros de pesquisas, fornecedores, e até com outras  empresas. 


Conexão entre Inovação e Sustentabilidade

Vale lembrar, no entanto, que a inovação vai além de todos os critérios citados. E isto tem ficado cada vez mais claro com a inclusão de novos valores sociais, ambientais e econômicos no âmbito empresarial. Há que se considerar como inovadora a corporação que tiver a preocupação de olhar para toda a cadeia produtiva. 

Em relação a questões ambientais, a redução na emissão de carbono na atmosfera e o uso de matérias-primas menos agressivas ao meio ambiente são condições sine qua non para qualquer produção. Até porque, cada vez mais, o consumidor deseja saber não só a origem dos produtos que consome, mas em quais condições são fabricados e seus impactos no planeta. 

Outros critérios também são considerados. Inovação, a partir de agora, deve contemplar não só a sustentabilidade ambiental, mas social.  Se tais quesitos não estiverem na agenda de uma empresa, pouco adianta ela se desenvolver tecnologicamente, pois não usará esta evolução em prol de uma transformação na sociedade a longo prazo.

Condição para Inovar

A inovação é fundamental para o desenvolvimento econômico sustentável, para a competitividade e a resiliência industrial, segundo o documento Estratégias para a Inovação e Empreendedorismo, produzido pelo Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). O mesmo relatório diz que ainda há muito que se fazer, principalmente por causa da ausência de incentivo às práticas de inovação por parte de políticas públicas.  

Por toda essa discussão, principalmente no último ano, a sustentabilidade empresarial deixa de ser apenas uma tendência, mas condição na hora de inovar. Para tanto, é necessário que as corporações adotem processos a fim de contribuir positivamente com todos os elos da sociedade. Trata-se de uma mudança na cultura da companhia, mas para isso é preciso que a liderança reforce isso em todas as ações propostas. 

Ainda que o Brasil tenha muito por realizar em um futuro próximo, algumas empresas têm feito sua parte e investido em produtos com muita tecnologia agregada. É o caso da Promaflex, especialista na fabricação de filmes de proteção de superfícies e etiquetas adesivas, que provém soluções para diferentes divisões da indústria, como construção civil e área automobilística. Faz parte da política da empresa a inovação amparada pela sustentabilidade, a exemplo de projetos como Resíduo Zero, em que é feito o reaproveitamento de todas as aparas, assim como o uso de resina verde na produção de filmes, além da existência de produtos no portfólio da empresa certificados pelo selo Sustentax. 

É importante reforçar que mesmo diante de tantos desafios econômicos e sociais, num possível cenário pós-pandêmico, será cada vez mais difícil separar inovação da sustentabilidade. Não apenas em um setor específico, mas em todos, pois a criação de produtos sob a ótica da economia circular é indispensável. 

Aproveitar de forma inteligente os recursos já em uso em todo o processo produtivo, certamente será primordial para o alcance de resultados positivos. A tecnologia usada para simplificar etapas, reduzir custos, tempo e desperdícios, sem dúvida, é o ingrediente para tornar os processos eficientes. Para inovar é preciso, antes de tudo, ter maturidade de gestão e empenho associado à busca de novos talentos. 

Autor: Matheus Eufrasio

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